30/09/2012

Queira eu querer você..


Quisera eu se todos os dias fossem como hoje, nesse inicio de noite fresca e compassiva. Se todas as noites e dias eu pudesse sentir sem exceder o limite de minhas emoções. Que eu pudesse amar, só amar, sem querer ter, sem necessitar...

Quisera eu poder dominar este instante, torná-lo constante, guardá-lo com chave. Se todos os dias e noites eu pudesse minutar o momento e traduzi-los em palavras. Que eu pudesse me contentar, somente por ter tido o privilégio de conhecer este prazer...

Quisera eu conseguir acalmar meu corpo que exige por seus toques. Se todas as noites ou dias eu pudesse mimosear ao meu desejo o poder de estar junto. Que eu pudesse me aquietar sabendo que se eu acordar a noite e sentir tua falta, eu posso me virar para o lado, e te abraçar...


26/09/2012

Quando eu fui pra Nárnia..



Não faz muito tempo que li As Crônicas de Nárnia. Devolvi o livro ao seu dono essa semana que passou e me lembrei do quanto foi emocionante participar de uma aventura magnífica que este livro me proporcionou.

Uma estória rica em ação, aventura, drama, amor... Como se os personagens, as crianças, pudessem ter uma demonstração do começo de tudo. Ou até mesmo de um outro mundo, paralelo ao nosso ou do passado, afim deles entenderem que já houve outras tentativas de um mundo de paz criado pelo amor, com amor e por amor.

Para os céticos são apenas estórias de ficção, para os religiosos eu não sei - possa ser até uma ofensa, talvez –, mas para um espiritualista (ou sentimentalista), Nárnia é, sim, um mundo paralelo. Não que não seja irrealidade, profiro uma pequena demonstração de um mundo baseando na historia do nosso mundo, como descreve nossa Bíblia. Em Nárnia, o criador é Aslan.

Até mesmo a morte (o fim) de Nárnia é semelhante ao nosso. Em Nárnia, os seres humanos e os animais morriam pela guerra. Uma guerra boba causada por um macaco – aqui entra a ironia do autor. Um macaco sujo que dizia ser homem e só pensava em bens materiais e no poder.  Assim que somos julgados pelos céticos, como “evolução” de macacos que hoje são humanos. Humanos sujos (desculpem-me) que destroem o mundo. O mundo que antes habitavam macacos inóxios.

Em “Nárnia após a morte”, as crianças e todos os seres bons viam o mundo que conheciam se desfizer, ao lado de Aslan. Já em Nárnia quem morria eram as crianças e os seres bons. Aqui, como diz a Bíblia, é um mundo onde morremos para, não tarde, despertarmos num mundo verdadeiro. Um mundo sem cansaço, sem dor, sem tristeza...: O mundo de Deus.

"Nunca li alguma critica sobre este livro, nem mesmo algo pelo autor sobre o que o inspirou a escrever Nárnia. O que escrevo aqui são relatos meus sobre esta estória".

Amei ♥ 

20/09/2012

Era uma vez... Meu primeiro beijo.

Quero registrar aqui, sob o título de “Era uma vez”, alguns acontecimentos do passado que marcaram época, historias e saudades. Assim como “Cartas guardadas” que falo sobre meus “relacionamentos” desde menina, aqui faço jus ao dito: “Um dia vamos rir de tudo isso”. São coisas constrangedoras engraçadas, daquelas que rimos depois de ter passado um bom tempo..


Eu estava procurando no Google algo sobre a “Mansão Fender” e “Stock News”. Duas casas noturnas da qual eu frequentava com minhas amigas e amigos quando eu tinha, apenas, 12 anos - como elas eram maiores de idade, eu entrava sob a responsabilidade delas. Na curiosidade de encontrar algo relacionado, pois essas casas já fecharam há mais de 10 anos.

Eu sempre respeitei minha idade, nunca quis aparentar/ser mais velha, mas gostava de sair à noite com elas. Como elas também brincavam comigo na rua, eu as acompanhava a noite nas baladas também. Escondida do meu pai, na conversa de “vou dormir na amiga” para irmos ao parquinho, saíamos de casa 11 horas da noite pra chegarmos quando já estivesse “bombando”.

Eu era uma menina extremamente tímida, mas um pouco a frente das meninas da minha idade. Claro, que eu ainda brincava muito, muito mesmo, sempre fui uma moleca, não gostava de bonecas, eu queria mesmo era jogar futebol. E morria de medo de ficar sozinha num lugar com um menino, por medo dele me pedir um beijo e eu não saber o que fazer além de negar (como já aconteceu nos “esconde-esconde”).

No Natal de 1997, depois da meia noite, fomos ao Stock News. Lá estava cheio, mas não tanto como costumava ser, pois era Natal. E eu, inocente, cai na armadilha das meninas em me fazer deixar de ser BV (boca virgem, rs). Disseram: Priscila, hoje você vai beijar, vai beijar aquele ali – apontando o garoto. E eu: Que? Como? Quem? Não vou!!

Depois de muita insistência delas aceitei. Já tinha pagado mico delas terem falado ao garoto que era a minha primeira vez, mais um mico, o de errar o beijo, não faria diferença da vergonha da noite.

Não demorou muito e metade do salão já estava sabendo que eu ia beijar o garoto, cujo o nome eu não lembro, mas o apelido era Linguiça (kkkk). Eu queria morrer! Fizeram uma roda dançante e deixaram nós dois no meio. As meninas atrás de mim: Vai lá, vai, beija ele logo.. E eu: Não vou, ele que venha aqui se quiser, eu não vou!

Minha bochecha queimava e meu coração acelerava ao vê-lo se aproximando, e dançando, vindo em minha direção. Ele era “bonitinho”, mas eu não queria por não saber beijar e, além de tudo, eu gostava de outro garoto que frequentava lá chamado Eduardo. Mas como eu, nem sob tortura, beijaria o Eduardo por não saber beijar, então, fui de uma vez, sem mais pensar e beijei o Linguiça pra aprender.

Foi horrível, sem jeito, e eu não gostei, eu me senti comendo aquelas gelatinas que dão em festa de criança no copinho de café. Não vou contar em detalhes porque achei nojento explicar como ficaram nossas línguas.

Por fim, não demorou muito fomos puxamos pela multidão ao nosso redor gritando “AEEEEEE” (kkkk).  E voltamos a dançar..

Aquele dia o Eduardo não estava, para a minha alegria, pois eu ainda tinha esperanças de ficar com ele – assim que estivesse craque, claro. E como eu estava pegando o jeito do beijo, logo poderia beija-lo.

Depois do Natal eu não beijei mais ninguém, pois como eu disse: não gostei. Minha amiga disse que era assim mesmo (eu disse isso em Cartas guardadas), que quando beijamos alguém que não sentimos nada o beijo é ruim (depois de algum tempo descobri que isso era mentira, mas abafa!).

Passou um bom tempo sem irmos ao Stock por algum motivo que não lembro. Depois de uns oito meses, numa das excursões da escola, fomos pro Play Center e então decidi que daquele dia não passaria, eu ia aprender a beijar!

Não lembro muito bem, mas tenho quase certeza de que era a Ivete Sangalo fazendo seu show. Enquanto pulávamos ao som da Ivete, quando menos espero olho pra um lado e minha amiga estava beijando, olho pro outro e a outra amiga também estava beijando. Então pensei: Desta vez não vou ficar de fora! Não demorou muito e eu estava beijando... Eeee \o/. Beijei até cansar e aprendi o compasso da língua. Uffa!

Na semana seguinte, como se estivéssemos combinado, fomos ao Sesc, e quem eu encontro lá?! O Linguiça.. As meninas: Olhem, o Linguiça, vamos lá falar com ele.. Eu: Quem? Aquele ali? Eu fiquei com aquele garoto ali? Kkkk.. sem mais..

O Eduardo? Finalmente nos encontramos e ficamos uma noite toda dançando e beijando... Adorei ficar com um dos garotos mais bonito do salão. E quanto ao beijo.. Ah, que beijo bom!

Enfim, saudade é mato de uma época bem louca, divertida e aproveitada. E hoje deixo meus sentimentos a amigos e familiares do Linguiça. Que ele esteja bem, que tenha merecido um bom lugar no céu. Para o Eduardo também, que ele esteja em paz!

Beijo e carinho eterno para: Christiane, Sheila, Aninha e Vanessa.

Música que marcou a época:
O clipe é bem interessante, lá passava num telão.