29/11/2012

O Atrevido.



Eu gostava quando você chegava sem avisar, assim, de repente, sem antes me telefonar. Achava tão intimo, tão atrevido, tão natural. Gostava por ser atrevido e natural. Pois foi assim que te conheci: Atrevido e natural.

Você não chegou perguntando “minha graça”, não perguntou se estava tudo bem ou se poderíamos conversar. Você foi logo apontando o descosturado de minha blusa e que a cor marrom não me caia bem. Eu adorei, eu também nunca gostei de marrom.

Achei um fofo você chamar seus amigos pedindo a eles trazerem as cervejas, pois tinha conhecido uma mina bacana. Eu nunca gostei do vocábulo “mina”, mas em você ficou fofo. Eu também não gostei daquele seu amigo de topete ensebado, pra mim, isso é coisa de gente que não toma banho direito; Gostei do seu, bagunçado. Enfim...

Me despedir de você depois de meia hora de conversa junto aos seus amigos por não aguentar mais conversa sobre futebol e mulheres, foi tão... tão... tão romântico. Juro que não poderia imaginar aquele beijo surpresa junto com a frase: Amanhã estarei aqui, vem às 21hs.

Eu, sem jeito até para dizer um simples “quem mandou me beijar?”, não sabia se eu te repreendia ou repreendia a mim por me deixar levar por quase um impulso – ou a falta de impulso -, mas sou obrigada a concordar: O beijo enfraqueceu qualquer possibilidade de dizer um não no momento.

Como foi que começamos a namorar? Ah, sim, naturalmente... lembrei! Como eu poderia me esquecer daquele dia que você disse: Vamos ali comigo. Eu, ingenuamente, disse sim. Acho que sua mãe e eu fizemos a mesma cara de pastel quando você me apresentou a ela como sua namorada. Acho que a sorte do dia foi termos conversado naturalmente depois de um copo d’água.

Pois é... 

Tão natural como incongruente, nossa repentina distância nos impossibilitou cultivar qualquer laço. Tão naturalmente estaríamos presos a ciclos e círculos de repentinas idas e voltas. Mas não naturalmente predispostos a recomeçar para continuarmos natural.

Não me lembro do que não foi bom... que bom!

18/11/2012

Salada dos sonhos [3] – O bebê grilo.



Tive um sonho muito louco hoje, cujo significado, acredito eu, que seja o instinto maternal aflorando por eu ser mulher e ainda não tenho filhos. Só não entendi qual é a do grilo, porque um grilo? Tanto mamífero e logo um grilo?! Kkkkkk.

Sábado eu fui à manicure com minha prima. Como a manicure tem hoje um filho de dois meses, pra ela ter tempo de trabalhar sem pausa, eu fiquei segurando seu bebê – que pra mim não foi esforço nenhum -, fiz até ele dormir. Amei! E acho que isso ficou no meu subconsciente, então sonhei:

Eu estava subindo uma rua para ir numa festa nessa mesma rua, só que no topo dela, e pelo caminho encontrei um grilo órfão (?), chorando. Eu fiquei morrendo de dó, cortou meu coração. Então eu peguei esse grilo e levei pra uma casa, que no sonho era de uma amiga, pra cuidar dele.

Nessa que eu peguei o grilo e entrei na casa eu senti um amor tão grande que eu passei a ter leite materno, então eu dei de mamá pro grilo com meu próprio leite de peito (kkkkkkk). Me senti em êxtase, eu tinha virado mamãe...

Como o grilo tinha parado de chorar por eu alimentá-lo, eu voltei pra festa na rua junto com meu filho grilo. O coloquei na rua, próximo a calçada, e fiquei na frente dançando, mas sempre olhando pra trás pra ver se meu grilo estava bem.

Dê repente, eu ouvi o som de um carro vindo em nossa direção na maior velocidade, mal deu tempo de eu virar pra trás e pegar meu grilo o carro passou o atropelando... L Quando eu vi meu grilo partido em quatro pedaços eu gritei, chorei, fiquei doida...

Chorando muito, eu peguei os pedaços e o “montei” novamente, mas a cabeça tinha se misturado com outro inseto que estava perto e, também, atropelado. Então acabei colocando a cabeça desse outro inseto no meu grilo. Ficou aquela coisa bizarra, e eu fiquei olhando  tentando entender o que era aquilo e ouvi minha amiga dizer: Não é a cabeça dele, tira isso, vamos procurar a cabeça certa..

Eu pedi pra todo mundo me ajudar a procurar a cabeça do grilo, desesperada e com dor no meu coração. De repente eu estava dentro de um helicóptero procurando a cabeça do grilo... kkkkkk.

Enfim, o sonho terminou comigo dizendo para o piloto que eu queria descer. Quando desci eu acordei com dor no peito de tristeza.. L kkkkkkkk. Só eu mesmo pra ter um sonho louco atrás do outro.

De tarde eu dormi de novo, sonhei que fui traída pelo namorado que nem tenho, fui chorar num quartinho na casa da minha avó e lá encontrei duas bonecas minha de quando eu era criança. Pedi chorando, e soluçando, pra minha tia me dar aquelas bonecas que eu queria muito... Ela me deu, eu acordei e fim. (kkkkk)

16/10/2012

Autoavaliação..



Não sei bem qual a palavra certa pra descrever meu modo de ser quanto às pessoas, incluindo amigos, colegas ou parceiros. Eu tenho um jeito individual de ser, estar, contribuir, participar, me envolver...

Sou bastante imprevisível e complicada de se entender (ou não), só quem me conhece a risca sabe qual atitude eu tomaria em relação a algum fato ocorrido ou caso futuro. Tanto que, eu sou mais conhecida que nota de um real, mas, são poucos os que estão ao meu lado, por não se afeiçoarem com minhas maneiras - isso também explica o fato de eu amar tanto a esses poucos. Eu “mato e morro” pelas pessoas que estão comigo.

Eu também não tenho orgulho de ser assim, só sou assim e pronto, sem querer caracterizar uma personalidade, bater no peito e dizer “eu sou foda, sou assim” ou lamentar por não ser diferente, mais participativa... Não julgo como caráter ou personalidade, eu pondero isso como parte do meu cansaço (tanto físico, como mental) e respeito com meus limites.

Com o passar dos anos eu adquiri certa necessidade de ter mais tempo pra mim, reduzir a energia que gastava “indo ali” na colega conversar, na balada todo final de semana ou no churrasco do amigo. Eu vou se tenho vontade, disposição, pretensão...

Também não sou daquelas que esta todo dia entrando em contato, mas se você precisar de mim é só me procurar que eu, com certeza, te ajudarei da melhor forma possível.

Se me aceitar do jeito que eu sou vamos ter amizade a vida inteira, pois eu também sou de me ceder, sou de  me doar, sou de fidelidade e parceria. Mas se, por qualquer coisa, venhamos a nos desentender eu darei tchau sem lagrimar, mesmo que, supostamente, possa sentir sua falta.

Eu tenho certa necessidade de ficar sozinha, de ficar comigo, de ser individual e independente. E a única coisa que espero de alguém é compreensão, assim como eu tenho por aqueles que considero.

Já passei por tanta coisa nessa vida (não subestimem meus 27 anos), já “perdi” tantos amores, que aceitar é meu lema e seguir em frente é a única coisa a ser feito. Já não sofro mais por pessoas que vão embora, já não me importa que falem de mim pelas costas, não me importo o que pensam ao meu respeito, pois se é amor eu vou continuar amando, mesmo não mais sendo amada.

Confesso que já desci do salto em bate bocas de briguinhas sem sentido e inúteis. Mas se eu me deixei levar por essas futilidades foi por esquecer que sou daquelas que se alguma coisa me incomoda eu me afasto sem dar satisfações.

Enfim... ressalto: Não é porque estou longe que deixo de me importar. Não é porque eu nego que eu deixo de gostar ou querer. Não é porque eu não participo que sou impassível... Só sou assim, fazer o que?!

13/10/2012

Versatile Blogger


Faltam-me tempo, meios, paciência, desejos, dinheiro e disposição. Estou triste por tantos motivos que nem sei escolher um pra comentar.

Às vezes acontecem coisas boas, como os e-mails que estou trocando nesse momento, eu adotei uma gatinha que ainda mama na mamadeira e meu querido Lynce me presenteou com o selo “Versatile Blogger”, com o encargo de dizer 7 coisas pessoais.


Não sei se vou me sair bem em me autoavaliar, mas vou tentar. Vamos lá:

1 – Trabalho desde meus 14 anos. Fui recepcionista até meus 23 anos, hoje sou administrativa pelo decorrer de minhas experiências entre uma empresa e outra, mas odeio trabalhar.. Nas 3 próximas informações eu explico.

2 – Eu odeio acordar cedo, pois sou daquelas que tem insônia a noite e sono de dia. Só não fico mais 3 noites acordada porque tomo remédio que me faz dormir e acordar.

3 – Desde que me conheço por gente odeio receber “ordens”, eu aprendo a lidar (aceitar, além de disfarçar) com tais situações quando não tem jeito, quando eu devo acatar, como um patrão ou meus pais, mas é com muita dificuldade.

4 – Odeio obrigações! Tudo que se torna obrigação é um fardo pra mim. Eu tenho uma necessidade incomum de me sentir livre, de poder respirar ar livre quando eu bem entender. Graças a Deus eu tenho essa liberdade em meu trabalho atual.

5 – Eu tenho mania de organização, se eu não colocar em ordem o que eu devo fazer no dia eu empaco, não saio do lugar. O problema é quando não consigo me organizar por mais que eu tente.

6 – Eu amei somente 3 homens na minha vida (amor de parceiro), e amo esses três homens até hoje (em algum outro post eu conto).

7 – Sou limitada fisicamente (embora não deixe transparecer), extremamente tímida, bravinha, moleca, palhaçona, muito carinhosa, boa ouvinte, beijo bem, faço amor gostoso e sou totalmente reservada (por natureza). (Sujeito a alterações, rs)

Acho que foram 7.. rs. Ou será que eu devo mencionar meus vícios?  Não, melhor não...

E, como não estou andando muito pelas fanfarras da blogosfera, fico devendo as indicações J

Meus beijos 

30/09/2012

Queira eu querer você..


Quisera eu se todos os dias fossem como hoje, nesse inicio de noite fresca e compassiva. Se todas as noites e dias eu pudesse sentir sem exceder o limite de minhas emoções. Que eu pudesse amar, só amar, sem querer ter, sem necessitar...

Quisera eu poder dominar este instante, torná-lo constante, guardá-lo com chave. Se todos os dias e noites eu pudesse minutar o momento e traduzi-los em palavras. Que eu pudesse me contentar, somente por ter tido o privilégio de conhecer este prazer...

Quisera eu conseguir acalmar meu corpo que exige por seus toques. Se todas as noites ou dias eu pudesse mimosear ao meu desejo o poder de estar junto. Que eu pudesse me aquietar sabendo que se eu acordar a noite e sentir tua falta, eu posso me virar para o lado, e te abraçar...


26/09/2012

Quando eu fui pra Nárnia..



Não faz muito tempo que li As Crônicas de Nárnia. Devolvi o livro ao seu dono essa semana que passou e me lembrei do quanto foi emocionante participar de uma aventura magnífica que este livro me proporcionou.

Uma estória rica em ação, aventura, drama, amor... Como se os personagens, as crianças, pudessem ter uma demonstração do começo de tudo. Ou até mesmo de um outro mundo, paralelo ao nosso ou do passado, afim deles entenderem que já houve outras tentativas de um mundo de paz criado pelo amor, com amor e por amor.

Para os céticos são apenas estórias de ficção, para os religiosos eu não sei - possa ser até uma ofensa, talvez –, mas para um espiritualista (ou sentimentalista), Nárnia é, sim, um mundo paralelo. Não que não seja irrealidade, profiro uma pequena demonstração de um mundo baseando na historia do nosso mundo, como descreve nossa Bíblia. Em Nárnia, o criador é Aslan.

Até mesmo a morte (o fim) de Nárnia é semelhante ao nosso. Em Nárnia, os seres humanos e os animais morriam pela guerra. Uma guerra boba causada por um macaco – aqui entra a ironia do autor. Um macaco sujo que dizia ser homem e só pensava em bens materiais e no poder.  Assim que somos julgados pelos céticos, como “evolução” de macacos que hoje são humanos. Humanos sujos (desculpem-me) que destroem o mundo. O mundo que antes habitavam macacos inóxios.

Em “Nárnia após a morte”, as crianças e todos os seres bons viam o mundo que conheciam se desfizer, ao lado de Aslan. Já em Nárnia quem morria eram as crianças e os seres bons. Aqui, como diz a Bíblia, é um mundo onde morremos para, não tarde, despertarmos num mundo verdadeiro. Um mundo sem cansaço, sem dor, sem tristeza...: O mundo de Deus.

"Nunca li alguma critica sobre este livro, nem mesmo algo pelo autor sobre o que o inspirou a escrever Nárnia. O que escrevo aqui são relatos meus sobre esta estória".

Amei ♥ 

20/09/2012

Era uma vez... Meu primeiro beijo.

Quero registrar aqui, sob o título de “Era uma vez”, alguns acontecimentos do passado que marcaram época, historias e saudades. Assim como “Cartas guardadas” que falo sobre meus “relacionamentos” desde menina, aqui faço jus ao dito: “Um dia vamos rir de tudo isso”. São coisas constrangedoras engraçadas, daquelas que rimos depois de ter passado um bom tempo..


Eu estava procurando no Google algo sobre a “Mansão Fender” e “Stock News”. Duas casas noturnas da qual eu frequentava com minhas amigas e amigos quando eu tinha, apenas, 12 anos - como elas eram maiores de idade, eu entrava sob a responsabilidade delas. Na curiosidade de encontrar algo relacionado, pois essas casas já fecharam há mais de 10 anos.

Eu sempre respeitei minha idade, nunca quis aparentar/ser mais velha, mas gostava de sair à noite com elas. Como elas também brincavam comigo na rua, eu as acompanhava a noite nas baladas também. Escondida do meu pai, na conversa de “vou dormir na amiga” para irmos ao parquinho, saíamos de casa 11 horas da noite pra chegarmos quando já estivesse “bombando”.

Eu era uma menina extremamente tímida, mas um pouco a frente das meninas da minha idade. Claro, que eu ainda brincava muito, muito mesmo, sempre fui uma moleca, não gostava de bonecas, eu queria mesmo era jogar futebol. E morria de medo de ficar sozinha num lugar com um menino, por medo dele me pedir um beijo e eu não saber o que fazer além de negar (como já aconteceu nos “esconde-esconde”).

No Natal de 1997, depois da meia noite, fomos ao Stock News. Lá estava cheio, mas não tanto como costumava ser, pois era Natal. E eu, inocente, cai na armadilha das meninas em me fazer deixar de ser BV (boca virgem, rs). Disseram: Priscila, hoje você vai beijar, vai beijar aquele ali – apontando o garoto. E eu: Que? Como? Quem? Não vou!!

Depois de muita insistência delas aceitei. Já tinha pagado mico delas terem falado ao garoto que era a minha primeira vez, mais um mico, o de errar o beijo, não faria diferença da vergonha da noite.

Não demorou muito e metade do salão já estava sabendo que eu ia beijar o garoto, cujo o nome eu não lembro, mas o apelido era Linguiça (kkkk). Eu queria morrer! Fizeram uma roda dançante e deixaram nós dois no meio. As meninas atrás de mim: Vai lá, vai, beija ele logo.. E eu: Não vou, ele que venha aqui se quiser, eu não vou!

Minha bochecha queimava e meu coração acelerava ao vê-lo se aproximando, e dançando, vindo em minha direção. Ele era “bonitinho”, mas eu não queria por não saber beijar e, além de tudo, eu gostava de outro garoto que frequentava lá chamado Eduardo. Mas como eu, nem sob tortura, beijaria o Eduardo por não saber beijar, então, fui de uma vez, sem mais pensar e beijei o Linguiça pra aprender.

Foi horrível, sem jeito, e eu não gostei, eu me senti comendo aquelas gelatinas que dão em festa de criança no copinho de café. Não vou contar em detalhes porque achei nojento explicar como ficaram nossas línguas.

Por fim, não demorou muito fomos puxamos pela multidão ao nosso redor gritando “AEEEEEE” (kkkk).  E voltamos a dançar..

Aquele dia o Eduardo não estava, para a minha alegria, pois eu ainda tinha esperanças de ficar com ele – assim que estivesse craque, claro. E como eu estava pegando o jeito do beijo, logo poderia beija-lo.

Depois do Natal eu não beijei mais ninguém, pois como eu disse: não gostei. Minha amiga disse que era assim mesmo (eu disse isso em Cartas guardadas), que quando beijamos alguém que não sentimos nada o beijo é ruim (depois de algum tempo descobri que isso era mentira, mas abafa!).

Passou um bom tempo sem irmos ao Stock por algum motivo que não lembro. Depois de uns oito meses, numa das excursões da escola, fomos pro Play Center e então decidi que daquele dia não passaria, eu ia aprender a beijar!

Não lembro muito bem, mas tenho quase certeza de que era a Ivete Sangalo fazendo seu show. Enquanto pulávamos ao som da Ivete, quando menos espero olho pra um lado e minha amiga estava beijando, olho pro outro e a outra amiga também estava beijando. Então pensei: Desta vez não vou ficar de fora! Não demorou muito e eu estava beijando... Eeee \o/. Beijei até cansar e aprendi o compasso da língua. Uffa!

Na semana seguinte, como se estivéssemos combinado, fomos ao Sesc, e quem eu encontro lá?! O Linguiça.. As meninas: Olhem, o Linguiça, vamos lá falar com ele.. Eu: Quem? Aquele ali? Eu fiquei com aquele garoto ali? Kkkk.. sem mais..

O Eduardo? Finalmente nos encontramos e ficamos uma noite toda dançando e beijando... Adorei ficar com um dos garotos mais bonito do salão. E quanto ao beijo.. Ah, que beijo bom!

Enfim, saudade é mato de uma época bem louca, divertida e aproveitada. E hoje deixo meus sentimentos a amigos e familiares do Linguiça. Que ele esteja bem, que tenha merecido um bom lugar no céu. Para o Eduardo também, que ele esteja em paz!

Beijo e carinho eterno para: Christiane, Sheila, Aninha e Vanessa.

Música que marcou a época:
O clipe é bem interessante, lá passava num telão. 


26/08/2012

Desbloqueando-me..


Faz um tempo que esqueci como entrar no modo foda-se. Estou me importando demais com futilidades que me cercam, como o ciúme que a vizinha tem do marido, mesmo que o cara seja um dragão e que eu jamais sairia com ele, ou com a mulher do amigo que o proibiu de conversar comigo porque.. não sei porque.. Acho que, pra um amigo de infância, eu tive muito tempo pra sair com ele quando estava solteiro ao invés de esperar ele se casar pra querer algo, não acham? Acho que isso é questão de lógica..

E estou sem tolerância nenhuma para senhores proprietários de uma empresa fundo de quintal que pensam que arrasam com a mulherada pagando uma cerveja e uma porção de toucinho no “espetinho”.. Affe!! Eu devo ter cara de quem sai com homem por dinheiro e adora porção de frango a passarinho de boteco. Que se um senhor balançar o pulso pra mostrar seu relógio de ouro eu vou sorrir insinuando meu corpo.

Sou obrigada a lidar com isso quase todos os dias e às vezes eu tenho vontade de mandar esses senhores tomarem no cu, assim, com todas as letras.. ou pra puta que pariu e dizer o quanto são ridículos e nojentos.

Já faz alguns anos que adotei certa “impassibilidade” em coisas que nada acrescentam em minha vida, ou que me fizesse perder, sequer, uma noite de sono. Mas não estou conseguindo ficar indiferente com tais acontecimentos. Estou triste e chateada com essas coisas, pois nada que alguns pensam, insinuam ou me julgam sem, ao menos, me conhecer faz meu perfil.

Eu jamais faria com meu próximo algo que eu não gostaria que fizesse comigo, e não é por me importar não, é por minha índole. Eu repugno traição e qualquer coisa que torna uma pessoa sem caráter e compostura.

E quando você gosta da pessoa na primeira vez de conversa, conta parte de sua vida que condiz com parte da vida dela, havendo aquela afinidade, e ela sai espalhando que não gosta de você?! Ah, essas coisas me enlouquecem! Mas fazer o que?! Usar o foda-se..

Enfim, esse “Desbloqueando-me” se refere libertar um pouco do que sinto quanto a isso, desatar o nó na minha garganta e soltar a “voz” que estava sobejando meu coração... Passou

13/08/2012

Salada dos sonhos [2]



Hoje aconteceu um fato muito triste, mas que me fez lembrar de algo engraçado (aquelas coisas que rimos depois de passado alguns anos), que foi mais ou menos assim:

Eu tinha um namorado que me ligava de madrugada dizendo que estava com saudades e não desligava enquanto eu não saísse no portão para vê-lo. Não adiantava dizer não e desligar, ele insistia até eu levantar. Eu até gostava, depois de muita luta acordava, pulava a janela escondida (pois na época meu pai morava comigo e ele é bravo) e ia lá fora, ou descia a rua até a casa dele.

Certo dia eu fui dormir tarde, mesmo estando super cansada, e naquela madrugada ele me liga dizendo pra eu descer até a casa dele, mas o meu cansaço era tanto que a realidade se misturou com meus sonhos e aconteceu de eu dizer a ele que estava descendo, que era pra ele me esperar no ponto de ônibus (???), e ele: Que ponto? Vai descer aqui ou não vai?

No mesmo momento eu estava sonhando com um amigo me chamando no portão pra irmos trabalhar juntos, então eu disse a esse amigo no sonho: Estou descendo, me espera no ponto de ônibus.. kkkk. Engraçado que entre minha casa e a dele realmente tem um ponto de ônibus..

No dia seguinte eu não me lembrava de nada até olhar a mensagem dele no meu celular dizendo: PQP, Priscila, e blá blá blá. Foi quando eu me lembrei de tudo.. 

Hoje em dia se alguém me liga de madrugada, que foi o que aconteceu hoje, tem que perguntar três vezes se eu estou acordada e entendendo tudo, pois eu respondo coisas que eu não vou me lembrar depois.. #FicaDica!

13/07/2012

Na chuva sem Guarda-chuva.. [Vale a pena ler de novo]

Re-postagem do dia 04/01/11


Eles se conheceram numa das ruas do centro de São Paulo, chovia forte naquele fim de tarde, transparecendo a blusa branca que mostravam suas cordilheiras que ela cobria com a bolsa.

Debaixo do toldo da loja de sex shop, os olhares dele direcionados a cena encantadora e sensual daquela blusa branca produziam nele sentimentos e efeitos como a pílula azul.

Blusa branca é sua paixão, seu fetiche em dias de chuva sem guarda-chuva e ela estava lá, toda exposta diante de seus olhos.

A chuva aumentava, o toldo balançava, o vento soprava contra eles..

Ele a chamou para se esconder da chuva dentro da loja, dizendo: Vamos entrar até a chuva passar delícia..

Naquele clima romântico e convidativo ao intimo, se apresentaram enquanto passeavam pelo sex shop.

Ele, atrás dela admirando suas pernas seu andar atraente, sua roupa molhada marcando suas curvas elegante e seu perfume suave, o deixava com vontade de levá-la para cama chamá-la para sair.


Ela, o olhando melhor, notou o quanto ele era gostoso agradável, encorpado bonito e digno de aceitar um suposto convite de ir pra cama tomar um café.

Alguns minutos de silêncio e fantasia reflexão, pensando em sair dali para um lugar mais intimo apropriado para se tocarem conversarem, eles decidiram trocar telefones e se ligarem mais tarde.

Fim.. =)

02/07/2012

Cartas Guardadas II


Cartas que foram escritas há muito 
tempo no intuito de ser entregue 
e receber respostas..
As próximas cartas revelarão
segredos e sentimentos
que não chegou ao seu destino..


Essa é a segunda carta que escrevo, não consegui entregar a primeira por vergonha e medo que você não sinta o mesmo. Não sei decifrar esse seu jeito de me olhar, de pegar em meus cabelos e cheirar.

Aquele dia brincando de esconde-esconde eu pensei que você iria se esconder comigo, mas você correu junto com minha prima, até perdi a direção e não fui me esconder. Fiquei ali parada, pensando, sentindo não sei bem o que. Até ser puxada pelas mãos do Ney pra ir com ele se esconder.

Estávamos em cinco atrás do caminhão escondidos, e lá o Ney disse que gosta de mim e até me pediu um beijo. Eu disse que não, sai de lá depressa, morrendo de vergonha. Isso foi um minuto antes de eu bater cara (ainda bem que o Felipinho estava longe).

Depois ouvi a Taty falar que você queria alguma coisa com minha prima, por ter ido atrás dela se esconder. Eu fingi que nada estava acontecendo, pois até agora ninguém sabe dos meus sentimentos.

Eu não sei o que você sente, eu só sei do que eu sinto. Então, seja qual for o seu interesse diga a mim abertamente, se não for o que eu espero vou entender, afinal, eu nunca disse ou demonstrei algo por ti antes. 

E me desculpe por quase não te chamar para brincar, acho que não sei lidar muito bem com meu gostar de você. Estou mais tímida que antes, mal consigo pensar em algo para conversar. Então, não pense que estou querendo me afastar quando o que eu mais quero é poder te abraçar e te dar um beijo.

Termino minha confissão por esta carta, espero que goste das minhas palavras. Deixo-lhe um beijo e o perfume que adoro pra você me sentir pertinho de ti, assim como eu te sinto aqui.

Ah, outra coisa: Amei aquele abraço apertado me desejando Feliz Aniversário... 


As outras cartas podem ser lidas AQUI.

19/06/2012

Pra onde vai a “soberbêz”


(Dois casos parecidos em 
um mesmo post, onde 
um caso é verídico e o 
outro nem tanto assim 
como narrei)

Ele sempre foi do tipo “saúde é o que interessa o resto não tem pressa”. Dono de uma beleza sublime, olhar encantador e sorriso perfeito. Um corpo escultural, dourado do sol no ponto certo e músculos definidos.

Como sua aparência física o favorecia a “escolher” as mais bonitas, elegia uma a cada dia pra se divertir. Como ele mesmo dizia: “Eu posso, sou bonito, sou musculoso, sou charmoso, tenho carro e uma moto. Pra estar ao meu lado tem que ter, no mínimo, a perfeição”.

Já tinha se tornado hobby iludi-las dizendo serem únicas, só que se esquecia de dizer a tal, ser a única da noite e não em sua vida – pelo menos não eram várias num único dia.

Ele gostava das recatadas. Dizia que a mulher pra ser digna de sua companhia é aquela que mal sai de casa, aquela que só trabalha, estuda e vai à igreja nos fins de semana. Balada é coisa de leviana, essas não servem!

Ai dela beijar no primeiro encontro. Ai dela beijar de língua no segundo encontro. Ai dela sentir tesão no terceiro encontro.. Pra ele não servia! Pois a mulher digna tem que se preservar. Entretanto, pelo menos, ela não precisava ser virgem, pois se não “rendesse” na cama também não servia.

Não adiantava chorar dizendo que o amava se a mulher, além de ter todos os atributos citados acima, não tivesse faculdade e dinheiro no bolso, também não servia. Pois só as bem de vida eram dignas de andar no seu Gol Bolinha (Pois é, Gol Bolinha).

Enfim.. Um belo dia, porém frio, muito frio. Ele tinha acabado de tomar seu banho quentinho, já havia escolhido sua roupa, seu perfume e a mulher da noite. Quando ele sai do banheiro e, seu corpo quente em colisão ao vento frio da noite, faz ele se sentir mal e desmaiar, acordando no hospital.

Seu mundo perfeito se acabou naquele dia e sua vida não fazia mais sentido. Ele não acreditava que tivesse sofrido um derrame seguido de uma hidrocussão. Ao se olhar no espelho, em cada lágrima de seu rosto, ele via o reflexo de cada mulher iludida e lembrou-se de tantas que, por ele, choraram.

Perdeu seu carro, sua moto, pois precisava pagar os tratamentos e afastado pela caixa mal dava pra comprar mantimentos. Perdeu sua beleza, sua autoestima e sua eficácia em seduzir.. Já não era o mesmo homem.

Com algumas cirurgias conseguiu reparar 60% do seu rosto. Com muita terapia conseguiu se conformar a nova fisionomia e, com muito sacrifício, mudou de conceito sobre as mulheres, já que não podia mais escolher.

Um dia, muito triste, andando pelas calçadas de seu bairro, encontra uma velha colega de escola. Uma menina desprovida de beleza que sentava na primeira carteira e não conversava com ninguém por se sentir rejeitada. Infelizmente os anos não a fizeram bem, continuava estranha. Mas sua simpatia supria o que lhe faltava por fora.

Depois desse dia ele não parou de pensar naquele encanto de palavras que sussurravam músicas em seus ouvidos. Por sorte trocaram telefones. E, quando ele não aguentava mais de vontade de ouvir sua voz novamente, telefonou pedindo para se encontrarem.

Ela, se sentindo com “sorte” aceitou encontrá-lo. No primeiro encontro se beijaram, fizeram amor e dormiram de conchinha, selando o início de um relacionamento para toda a vida..

Fim feliz J 

16/06/2012

Amor rasgado




Invejo teus anos felizes no subúrbio com aquela puta
Tenho raiva do passado, das mentiras despontadas
Do que eu podia fingir em ser pra você
Das vezes que deixei de te mandar ir se fuder

Tenho ódio de todo meu amor casto, insano e maldito
Ódio desse amor desmedido, bandido e profano
Amor intruso, amor contuso, amor banido e abjeto
Amor despojado, amor refutado, amor injusto e nefasto

Invejo teu segundo casamento com aquela outra puta
Tenho raiva da santa de saia curta e buceta hirsuta
Da tua mania de achar que é príncipe encantado
De você ter fugido com meu único cavalo e me deixado

Odeio tua boca que dizia me amar, que me beijava por inteira
Odeio ser o teu passado, ser teu álbum de fotografia descorado
Enojo teu arrependimento, tuas suplicas de volta, teu corpo imundo
Odeio teu amor, minha dor, teu mundo, meu amor, tua dor, nosso rumo

11/06/2012

"Nóis" na Paulista e eu no banco.


Eu estou com tanta preguiça esses dias, taaanta preguiça, que estou quase indo ao Doutor e pedir uma injeção de levanta defunto. Ao mesmo tempo estou tensa por esse mês ter três audiências de “tudo ou nada”. #É-Tenso!

Mas, deixando as lamúrias de lado, tive um domingo maravilhoso com meu amigo John e outras pessoas que conheci, por meio dele, na Parada Gay. Foi muito bom, não dançava tanto há uns três anos, rs. Ri muito, me surpreendi muito e não bebi nada, a não ser duas coca-colas (é sério).

O que não ficou muito legal foram as fotos, só deu pra salvar algumas que mostro no final do post.. Enfim, estou passando hoje só pra visitar, dar Oi ao Blog, aos meus chegados e contar algo que me deixou morrendo de vergonha hoje. Foi assim:

Hoje eu fui ao banco do Itaú (não é propaganda, nem se eu quisesse, rs), e na hora de passar pela porta giratória fui barrada por causa do meu celular, como sempre esqueço de coloca-lo na porta desse banco.

Até ai tudo bem, passei.. Mas na hora de pegar o celular para guardar, como ele é digital, sem querer apertei em alguma coisa que o direcionou a tocar “O Time do Palavrão Brasileiro”. Eu, no apavoro, não conseguia desligar, pois tinha saído da pasta de música.

Eu tentei abafar o som com a mão, mas não conseguia e a segurança, pensando que era alguma coisa suspeita, veio em minha direção perguntando: O que é isso senhora?

Eu, já entrando em desespero, quase o taquei no chão só pra ele parar de me fazer pagar esse king Kong, finalmente, consegui tirar a bateria. Então fiz um sinal pra segurança que estava brigando com meu celular.

Eu ri junto com as pessoas a minha volta, inclusive com a segurança, pra não ficar aquele clima de embaraço..rs. Pra quem não conhece a narração do Time do Palavrão Brasileiro é essa aqui:





 Beijinhos e até..  eu relaxar a mente.
***

Algumas da Parada Gay:


As donas da festa.. 



Estava frio, mas só eu estava de blusa.. Rs.



Andando igual camelo.. 



31/05/2012

A amizade..


..Nem mesmo a força do tempo irá destruir
Somos verdade!!!

Consegui, hoje, me recuperar da ressaca emocional e alcoólica de sábado. Meu coraçãozinho já não aguenta tantas emoções. Eu evito passar por momentos de grande euforia ou angústia, mas às vezes não posso evitar.

Sábado foi o casamento do meu melhor amigo Ríldo (assim: sublinhado, em itálico, negrito e com ênfase). Foi uma comemoração simples, com os mais íntimos e família, mas foi uma das melhores festas que já fui.

O que faz o lugar são as pessoas, sabemos, e neste dia estavam pessoas que me sinto bem estar perto, pessoas que gosto e em especial, que amo tanto, o noivo. Amo sua amizade, sua companhia, seu modo de ser e ver a vida. Ele é mais que um irmão, é mais que um conselheiro, é companhia pra rir muito e chorar abraçado.

Somos amigos há tantos anos, temos tanto em comum e nos entendemos como ninguém. Já brigamos também, paramos de nos falar pela adrenalina do momento, mas não passava muito tempo e já estávamos nos abraçando e comemorando nossa “volta” no primeiro boteco que encontrávamos.

Eu sempre choro em casamentos, não posso ver uma noiva que já lacrimejo os olhos, mas nunca chorei tanto como no casamento desse amigo. Mesmo que eles tenham se casado só no civil, e não no religioso com direito a Pastor/Padre, vestidos, daminhas e buquê, ambos estavam lindos. Ela estava linda e sua barriguinha de cinco meses de gravidez a deixou perfeita.

 Escrevendo, nesse momento, já estou com os olhos marejados (pra não dizer em prantos), lembrando desse dia tão especial. E fico ainda mais feliz por ela ser uma mulher incrível, a mulher que ele faz jus a pessoa magnífica que ele é. A Taís é uma mulher inteligente, alegre, simpática, amável, dedicada, compreensível e linda. Não vejo meu amigo em melhor companhia e isso me deixa muito feliz.

Acabaram nossas baladas, nossas noites em claro dialogando sobre o tudo e o nada, nossas lamentações, embriaguez, conversas e conclusões sobre Deus, humanidade e afins.. Mas assim são nossos ciclos, passamos por estágios e, sem percebemos, mudamos de vida, conceitos e hábitos.

Talvez eu ainda não esteja preparada para essas mudanças, não sei, preciso pensar a respeito. Mas tenho a certeza que me apego as pessoas que amo. Me apego de um jeito que não consigo dar adeus. As pessoas que amo são partes de mim e se eu “perder” fico incompleta.

Então, mais uma vez, agradeço a Deus por tudo. Agradeço por ter amigos como ele. Agradeço por ele ter encontrado o amor, a família e, desde já, o sucesso. Agradeço a Deus por essa vida alienada, surpreendente, cheia de surpresas e fascínios. Agradeço a Deus por nada na minha vida ter fim, mas sempre um recomeço..

Há muito tempo ele me pediu uma poesia, mas eu nunca soube escrever, por nunca ter encontrado as palavras certas pra descrever meu amor por ele e nossa amizade. Vou começar com algumas linhas hoje, mas não vou terminar. Porque nossa amizade é assim, sem fim.

Somos assim
De abraços apertados e trocas de afeto
Somos lembranças prometidas, somos livros abertos
Brindamos nossos sonhos, dividimos nossos desesperos
Somos laços de aço, libelos de sentimentos, fados e achegos

Acenamos alegria, intuímos no olhar a tristeza
Gargalhamos nossa agonia, discutimos sobre a vida
Trocamos palavras, trocamos nossas taças
Trocamos de fardo, também o cansaço, também nossas mágoas

Somos assim.. sem demora pra ser feliz.. 


23/05/2012

Perdi a poesia..

Poesia escrita dia 
8 de Junho de 2009.


Não encontro meus sentidos, minhas emoções
Onde estão meus suspiros e convicções?
Fez-se manhã e não vejo o amanhecer
Fez-se noite e não sinto o anoitecer

O mar já não é mais azul
E esse azul sumiu do céu
O mel já não tem mais sabor
Nem o prazer do eterno amor

Já não ouço o cantar dos pássaros
Nem o cavalgar dos cavalos
Não sinto o cheiro das rosas
Nem o encanto da aurora

Não ouço o barulho da cidade
No campo já não sinto o sereno
Corro conta o vento, conta o tempo
Falta-me o ar, não sinto a chuva, sinto medo

Perdi meus versos, a sintonia
Meu amor, minha ira
Quando partiu, perdi a primavera
Perdi a poesia, perdi em mim o poeta

20/05/2012

Cartas guardadas


Cartas que foram escritas há muito 
tempo no intuito de ser entregue 
e receber respostas..
As próximas cartas revelarão
segredos e sentimentos
que não chegou ao seu destino..



Eu penso em você todos os dias quando acordo, quando estou na escola, quando vou dormir e no intervalo dessas rotinas. Meu coração acelera quando te vejo, minhas mãos soam e coro as bochechas.

Eu acho que é amor. Eu acho que estou vivendo os dias mais emocionantes da minha vida. Sinto-me feliz quando conversamos, só que eu não consigo dizer isso quando estamos juntos. Não sei por que as palavras não tomam um rumo à boca, é estranho.

E eu também não estou conseguindo lidar muito bem com a saudade, parece que dói, te sinto muito distante, mesmo que eu saiba que vou te encontrar no meio da  tarde. Mas o bom disso é que passa quando ouço sua vós me chamando no portão.

Logo eu vou fazer 13 anos, seria o melhor presente da minha vida te ganhar como namorado. Se eu já posso sentir o que sinto, acho que posso também namorar. Se namorar é querer estar sempre junto, dizer bom dia e boa noite por telefone e andar de mãos dadas, então eu quero você como meu primeiro namorado.

Vou te contar um segredo: Eu já beijei (rs). Foi numa noite de virada de ano (o que passou recentemente). Eu era a única que ainda não tinha beijado entre minhas amigas e, quase como uma marionete nas mãos daquelas maluquinhas, beijei um menino no meio do salão da festa.

Vou te contar mais um segredo: Eu não gostei. A Chris me disse, como se pudesse ler meus pensamentos, que é ruim quando beijamos alguém que não gostamos. Se for assim, então, do seu beijo eu vou gostar.

E por falar em beijo, assim termino esta carta, lhe deixando um beijo junto com meu perfume que mais gosto.

17/05/2012

Sobre nós e os nossos..

Queridos amores,

Meu Bloguinho esta passando por mudanças, de novo. Estou retocando aqui, maquiando ali, pra ficar mais bonito. Só não consegui tirar a cor de cocô da data, mas ainda vou tirar, assim que descobrir como, rs. 

Eu decidi fechar meu Blog “Meus Momentos em Poesias” e escrever só aqui. Os próximos posts serão a mudança de lá pra cá ou talvez eu intercale um de lá e outro da cachola, se a cachola funcionar. J

Por  que?

Porque sim. Naquela época deu vontade de separar meus textos e agora quero juntá-los novamente. Assim como deu vontade de excluir muitos posts que eu não gostava mais esse ano. Exclui mais de 30 pra refazer outro dia J

Vou trazer também os comentários dos amigos que deram o prazer de suas visitas e me escreveram coisas lindas das quais me animaram a escrever sempre mais. E talvez eu use aquela conta pra outra coisa, vou pensar.

Outra coisa:

Ouvem essa música enquanto eu falo sobre a “outra coisa”. É muito linda, não consigo parar de ouvir. É uma versão de “Ne Me Quitte Pas” da Maysa  (Quem lembra da “Presença de Anita"?). Eu não sei se é a própria Maysa que esta cantando ou Dusty Springfield, não reconheço, mas na voz de Emiliana Torrini e Madonna também fica linda.




Então, a outra coisa é que eu queria me desculpar com alguns amigos que eu me correspondia na época antes de eu sumir pela 25.587 vez. Eu adoro essas trocas de comentários, mas, infelizmente, às vezes devemos dar prioridades pra outras coisas.
E com isso foram se reduzindo as visitas a 3, 2, 1..

Na verdade, eu me confundo toda quando a pessoa tem mais de um Blog. Eu não consigo acompanhar suas postagens, nunca sei onde postaram. Até tentei linkar todo mundo AQUI, mas não deu muito certo, eu passava por uns e deixava outros e assim eu me embananava toda e as pessoas ficavam chateadas. Perdi até amigo nessa. Eu estava me sentindo uma ingrata de receber visitas e não retribuir. Eu juro que tentei, mas não deu.. 

Eu ainda passo por aqueles que administram somente um Blog, porque eu gosto e porque eu consigo ter controle aqui.

Eu tinha passado a “Lista de Blogs” pro meu perfil no intuito de ter o tal controle, mas como não deu certo vocês voltaram pra cá. Dá uma olhada aqui no Leio e Aprecio è

Não voltaram todos, porque eu não me lembro de todos, rs (eu já disse que sou péssima de memória? Não? Outro dia eu conto então). E foram acrescentados outros. Se eu estiver no Blog de alguém, por favor me avisem, pois te coloco aqui também.. J

Enfim, vou parar de dedilhar palavras, pois ninguém merece ler um livro em um único post.

E é isso.

Beijinhos e abraços pra quem ainda Me Vê, Me Lê e Me Quer.. ♥

11/05/2012

Uma tal de lembrança

Eu amei mais do que constitui o amor
Fiz de minha juventude um saltério de conquistas
Recusei outros amores, traí outras bocas
Cedi meus decotes, vesti-me de santa
Desfiz mentiras, larguei minhas manias
Gritei aos quatro ventos o que sentia
Briguei por espaço, enganei o cansaço
Moldei-me a suas exigências
Esperei por ocasiões, domei minha vontade
Fiz juras, preces e promessas
Supliquei a todos os anjos e arcanjos
Envergonhei meu ego, deixei-me de lado
Ousei até a ultima centelha de esperança
Por nada.. só por lembranças. 

06/05/2012

Se há amor, ainda há historia

Era uma tarde chuvosa, o dia já estava terminando quando o telefone toca, eu atendo e ninguém me responde. Há tempos, quase todos os dias no mesmo horário, principalmente quando chove, as ligações e reações se repetem no dia.

Hoje consegui ouvir um suspiro, como se, finalmente, fosse falar algo, mas em seguida desligou. Veio-me na mente algumas lembranças, mas nada que me faça ter certeza ou suspeitas de um único alguém. Pensei: Talvez a chuva fosse algo significativo, descartaria alguns e ressaltaria outros. Enfim, sai de cena, continuei meus afazeres e depois fui tomar um banho no intuito de encontrar alguns amigos mais tarde.

Me arrumei, quando estava pra sair de casa fui atalhada pela lembrança do telefonema. Senti que o telefone tocaria novamente, como se eu estivesse esperando mais uma ligação. Ao mesmo tempo fiquei tentando lembrar quem era o dono daquela respiração, quase que expressiva. Realmente alguém fazia isso, mas quem?!

Como previ, o telefone tocou novamente, desta vez eu atendi sem dizer nada. Do outro lado a pessoa também não dizia nada, então ficamos assim por alguns segundos até eu ouvir novamente aquele suspiro e desligar.

Desta vez eu senti uma necessidade enorme, quase incontrolável, de saber quem era. Senti saudade também, saudade de alguém que não via há muito tempo. E por lembrar-me desse alguém, me recordei que tomamos vários banhos de chuva em certas ocasiões imprevistas e inevitáveis. Eu ri sozinha..

Por um minuto pensei em ser a mesma pessoa, mas passou logo que me lembrei do término do nosso relacionamento. Se naquela época o que sentíamos não superou a distancia que morávamos, não ia ser agora que mudaria algo. Creio que ainda moramos em cidades diferentes. Não, não pode ser, pensei..

Senti tristeza, vontade de chorar. Eu não queria me lembrar de uma época que meus desejos foram interrompidos por uma distância tola e que nos coagiu a terminar algo que poderia ser tão bonito. Uma época difícil que tive que reprimir o amor que eu sentia e inventar um caminho até eu me estabilizar. Eu o amei de mais em pouco tempo de convívio.

A chuva passou, peguei meu carro e sai sem rumo. Já havia me esquecido do encontro com os amigos, já não tinha ânimo também, continuei andando em círculos até eu me acalmar da saudade que tinha ali comigo. Em meio às ruas por onde entrei me dei conta que estava fazendo o mesmo caminho que fazia no passado para encontrá-lo em dias de sol. Quase como um impulso continuei até o canto da cidade que dá acesso ao lugar que podemos ver toda a cidade. Um lugar lindo.

Ao sair do carro, andei até uma árvore onde demos nosso primeiro beijo. Senti calafrios, desespero, tristeza, um nó na garganta.. Lembrei-me de coisas que tinha guardado há um bom tempo em meu subconsciente, obstando o consciente recordar.  

Sai depressa daquele lugar que fazia meus olhos lacrimejarem, após ouvir o som do trovão anunciando a chuva, e voltei pra meu carro. Meu celular tocou e eu, com voz embargada mal conseguindo dizer um simples “alô”, respirei fundo e, antes que eu dissesse algo, a voz que eu mais almejava ouvir ao mesmo tempo não esperava, me dizia pra eu não ir embora.  

Everson? Respondi eu ainda desluzida do momento. Ele me disse que em 10 minutos descia de seu apartamento para me encontrar. Apartamento? Pensei ainda estonteada. Dez minutos mais demorado de minha vida, quando o vejo caminhando em minha direção. Reconheci aquele corpo, aquele jeito de andar de longe, era ele mesmo..

Ao chegar perto ele me disse que se mudou para a minha cidade, comprou um apartamento que dá vista aquela árvore. O único condomínio favorável a aquela vista. Perguntou-me porque ainda não tinha trocado de carro e números de telefone. Eu mal respondi a primeira pergunta, ele tocou-me o rosto e me beijou sem pedir permissão.

Eu, correspondendo aos seus gestos, senti o lugar esquentar, percebi o canteiro de flores ao lado da nossa árvore, as luzes da cidade estavam tão lindas como nunca e começou a chover.. Eu me entreguei mais uma vez, dei uma chance para mim, que tanto ainda o amava.
Priscila Rodrigues.


03/05/2012

Consternações e embriaguez.


Tem dias que se deterioram tudo que eu aprendi, tudo que eu conquistei se torna pequeno, inválido. Uma fase que eu não sei como entrei, nem sei se um dia eu sai. Só uma vaga lembrança de que antes eu resistia.

Nesses tempos minha vida, de repente, se reduz a um contar de dedos. Momentos vagos, perversos, vazios, sem nexo, e eu me pergunto: Onde foi que eu parei? Será que me perdi, ou esqueci?

Não sei nem como prosseguir, nesses dias tudo se perde no tempo, até a saudade perde seu significado, se torna um fardo. Não adianta tentar evitar, não adianta tentar recuar, não adianta tentar recomeçar. Sinto-me interrompida, com meus desejos incompletos, meus sonhos falidos e de braços enlaçados.

É patético e medonho, lembrar de algo tão distante, que insiste em se fazer presente nos dias de hoje. Não sei se faz anos, ou se faz dias, não sei se é correto sentir o que sinto. Às vezes me entrego, às vezes me contenho, às vezes é difícil, às vezes é imperdoável.. 

Por muitas vezes pensei em desistir e me afogar nos pensamentos, mas acho que já fiz isso. Ou fiz errado, ou não foi suficiente, ou não tinha jeito, não sei. Eu só sei que se encontrar uma saída eu me obrigo a continuar, se não encontrar invento uma até eu me refazer, enquanto eu ainda sei que devo fazer.  

Estamos ouvindo. A Montilla e eu.

26/04/2012

Segredos - Poesia


Hoje passei  para revelar um segredo em forma de poesia e, quem sabe, não seja de indireta pra alguém.. haha. Deixa pra lá!
Essa semana foi meu aniversário, mas a feia da conexão e a louca da preguiça não me deixaram conectadas por muito tempo. E eu não estava com vontade de comemorar. Eu quis só curtir a folga que ganhei do patrão, comer, beber e assistir filmes.

Quando eu consegui um sinal da bendita Net, entrei no Facebook e ganhei o melhor presente que poderia ganhar: A presença dos meus amigos.  Suas mensagens e maluquices me fizeram rir o dia inteiro. Eu os adoro muito. Meu beijo e abraço apertado pra vocês. ♥

E por falar em abraço, se envolvam nesse abraço apertado do casal abaixo e leiam-me. J

Beijos meus ♥ 




Dentro de mim há uma estrada
Onde te encontro, onde te cerco.
Invento lugares, revelo desejos
Te ateio no corpo, te desvelo

Lugar que me refugio em segredo
Me abrigo, me ajeito ao seu jeito
Te ouço, pedindo o que eu quero
Te sinto, seu toque e seu cheiro

Ficamos por horas estáticos e mudos
 Palavras são mãos, corpo e encanto
Vontades e manhas se misturam
 Desejos e beijos percorrem juntos

Faço caminhos em linhas do teu corpo
Te abraço, me perco entre teus dedos
Te olho nos olhos, permito o que sinto
Brincamos até amanhecer, e adormeço.



Escrevi esse poema em meu ex-Blog "Meus Momentos em Poesias", 
que fechei dia 18/05/12, sei lá porque... 
E não poderia perder os comentários dos meus amigos 
na época, né?! Estão todos aqui também ♥



Sónia M. disse...
Ah!! Segredos destes inundam-nos a alma...apetece gritá-los para todo o mundo ouvir!

Belíssimo poema!

Beijo
Sónia
27 de abril de 2012 03:37

 Eu.....Suzana disse...
Oi, um belo poema, um segredo e tanto que gostamos de sentir com quem amamos. Amiga, obrigada por tua visita ao meu blog e ter-me adicionado como seguidora, faço o mesmo. Tuas poesias são muito lindas, sei que aqui voltarei mais vêzes. Beijos, Suzana. Bom final de semana prá você!!!
27 de abril de 2012 15:28

 Felisberto Junior disse...
Olá!Bom dia!
Tudo bem?
...dentro de mim...penso que o Amor começa com nossos pensamentos. Nós nos tornamos aquilo que pensamos que somos.Nossos segredos de amor aquece ... necessidades e desejos...
Obrigado pela participação em meu blog!Muito feliz e honrado!
Bom domingo!
Beijos
29 de abril de 2012 08:14

 JLynce disse...
Belíssimo poema, lindona.
Adorei!
:)))
29 de abril de 2012 09:38

 Antonio Urdiales Camacho disse...
Y qué bien que se duerme en brazos de la amada o del amado. Bello poema. Ha sido un placer leer tus sentimientos.

Un saludo.
6 de maio de 2012 12:08

 Felisberto Junior disse...
Olá!Boa noite!
Tudo bem?
...vim desejar uma boa quarta!Muita paz e luz!
Beijos com carinhos!
8 de maio de 2012 17:22

 Felisberto Junior disse...
Olá!Boa tarde
Tudo bem?
Vou sair um pouco do meu padrão de comentar..
Apesar de ser "copy and paste", é do Meu para seu Coração
" ...é dia de agradecer à Deus
pelo privilégio de se ter uma mãe,
tão corajosa, quanto cautelosa
seus sábios conselhos, a sua mão estendida
nos momentos certos, prova que és um farol a indicar e clarear
a melhor direção que devemos seguir.
Que a cada amanhecer, um sorriso brilhe
que sua caminhada seja suave, sem tropeços,
que olhes o futuro com esperanças renovadas
com a certeza que chegará ao seu destino
tendo cumprido as determinações de Deus.
Observe com olhos brilhantes o mundo a sua volta
pois os maiores segredos da felicidade
estão escondidos nas pequenas coisas
e nos gestos mais simples de carinho.
... é somente mais um dia que pertence
à todas as mães durante a sua existência preciosa
Ofereço o máximo dos meus melhores desejos
os meus sinceros votos de paz , de serenidade
e que a vida de cada mãe se enriqueça cada vez mais
com saúde, compreensão e amor no coração."
Feliz Dia das Mães
Bom final de semana
Beijos e abraços
(IN)FELIZ
12 de maio de 2012 13:42

 Bruno Gaspari disse...
Lindo poema, ótimo blog!
Abraço
16 de maio de 2012 03:02




16/04/2012

Colagens e bobagens..






O que eu disse aqui, ali, acolá e
 por ai, entre redes sociais e outras
que tinha guardado só pra mim.
Porque sou daquelas que
minuta o tempo enquanto fala.





Discutir a fase humana, a existência, a verdade e a evolução, virou duelo de ego e "sabedoria sem bom senso = burrice".
 ***
Não troco meu conhecimento sobre as coisas pela sua profissão. Afinal, se eu quisesse poderia ter tudo, mas optei por ser livre.
 ***
Fale-me sobre sua sabedoria, não do seu profissionalismo. Garanto-te que terás minha atenção.
 ***
Eu sei que o mundo esta cheio de falsidade e hipocrisia, mas eu tento me afastar o máximo possível para não me contagiar.
 ***
Não ligue pros seus sentimentos, coloque na caixa "foda-se tudo" que ameniza a necessidade.
 ***
Tudo é possível nesse mundo de pervertidos..
 ***
O sono existe para se desligar da vida...
 ***
A depressão esta batendo na porta, ouçam.... Vou dormir antes que ela entre.
 ***
Qual a diferença entre o amor e o amor verdadeiro? Se só o amor não fosse verdadeiro, então, o amor não seria amor, só o amor verdadeiro.
 ***
¹- Sexo, pra mim, é um detalhe. Um detalhe do dia, mas é um detalhe!!!
²- Sexo, hoje em dia, é como massagem localizada, relaxante...
 ***
Uns lutando pela igualdade, outros lutando pelo salário, outros pela liberação maconha, outros pelo preconceito, outros pela globalização, outros pelo aquecimento global, outros pela geleia na prateleira, outros pelo pão da padaria, outros pelos impostos, outros pela taxa da linha telefônica, outros pela paz mundial, outros pela guerra, outros pelo leite da vaca que esta fraco, outros pela ração dos frangos, outros por ego... Vida a luta!
 ***
Fiz um pacto com a vida de não me importar com ela nos finais de semana.
 ***
Amanhã à tarde comprarei um sorriso.

Por enquanto só esses Beijos ♥